“SEMEAR É
BUSCAR UMA VIDA DE ALEGRIAS”
Salmos 126:1-6
Quando
o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que
sonham. 2.Então a nossa boca se encheu
de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes
coisas fez o Senhor a estes. 3.Grandes
coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres. 4.Traze-nos outra vez, ó Senhor, do
cativeiro, como as correntes das águas no sul.
5. Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a
preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria,
trazendo consigo os seus molhos.
Este salmo provavelmente é aplicado
ao retorno do exílico babilônico após o decreto do rei Ciro (Esdras 1. 1-4). A
formulação exata do decreto talvez tenha sido rascunhada para Ciro por um líder judeu. No primeiro ano
do reinado de Ciro, quer dizer o ano em que o Reis Persa conquistaram a babilônia, 538. a.c. Inscrição mostram que
Ciro fez os povos de várias nações que tinham sido exilados na Babilônia voltarem para a sua terra natal,
mas o fato dele ter emancipado os Judeus foi o cumprimento de uma promessa de
Deus por meio de Jeremias 29.10
Este cântico de
peregrinação teve origem em uma época de angustia nacional. É uma miscelânea
comovente de alegria e aflição, que se divide numa tríade:
Louvo pelo passado (v. 1-3) -
No “versículo 1 ao 3”
faz uma retrospecção relatando a alegria,
certeza, confiança e os sonhos que invadiram o povo de Deus na saída do
cativeiro para reconstrução do templo,
fato este que fez até os gentios a ficarem admirado reconhecendo o milagre e
constatando um ato de Deus.
Orações pelo presente(v.4)
A retrospectiva
serviu tanto como lembrete de que Deus é capaz de salvar o seu povo quanto com
um apelo implícito para que Deus haja a favor do seu povo novamente. A
comunidade após exílica estava passando por dificuldades e frustrações. As
coisas grandiosas tinham dado lugar às pequenas coisas(Zc 4.10), provocado pelas
fortes oposições sofridas, através: dos inimigos, tragédias naturais e
exércitos estrangeiros e etc., a
comunidade então suplica por intensas chuvas de benção, para restabelecer o seu
sorriso igual ao tempo da sua libertação do cativeiro.
Promessa para o Futuro (v. 5.6)
Resposta as suas
orações, em Canãa e no Egito “semear”
(v. 5) é comumente associado a sofrimento como um período de morte (cf. Jo 12:24; 1Co 15:36). Esse
provérbio é usado com referência à compaixão pelo estado deplorável em que o
povo estava. Ele está numa pesada labuta em virtude dos seus problemas e
trabalhando arduamente para melhorar as condições da sociedade. Então vem a
promessa encorajadora que o seu labor não será em vão; ao contrario será um bom
investimento.
Vejam que Deus não restabeleceu a sua alegria,
mas fortaleceu o ânimo dando a certeza que o semear com choro lhes garantiria
uma colheita com alegrias; Deus não removeu o trabalho, mas de certa maneira
mandou continuar a caminhada; Deus não sacudiu um vento de mudança, mas ordenou
que a própria vida do seu povo fosse o milagre do excelente recomeço; Deus não
tirou o homem do processo e assumiu o papel em seu lugar, mas confirmou o papel
do homem no processo de mudança (santificação) apenas dando-lhes a garantia que não deixaria o seu esforço sem
recompensa; Deus não mandou parar de semear, mas deixou certo que o semear
sempre renderiam frutos de vitórias.
Assim
é com as nossas vidas, uma miscelânea de alegria e aflição, um gozo pelo fim
do exílio da babilônia dos nossos pecados,
e o início da construção de uma nova vida, ou seja, erguer o templo de Deus, enfrentando
inúmeros obstáculos de todos os tipos e maneiras, seja espirituais e físicas,
muitas delas consequência de uma
colheita oriunda da semente do pecado antes de conhecermos a Deus.
Da
mesma forma que no salmo 126, passamos por momentos de labutas aflitivas porque
temos uma expectativa de um grande futuro sem ainda usufruímos totalmente dele,
porque estamos ainda na fase da semeadura.
Temos
que está ciente que a alegria não vem antes da labuta, temos que limpar a terra
antes cheia de maus frutos, cardos e abrolhos; que consiste no matar a nossa
natureza carnal( Rm. 6:1-23), e
semearmos a boa semente de Cristo com a certeza que o pais fará brotar uma boa
semente, é um processo de mão dupla de
Deus e o homem(+ Vontade de Deus e - do
homem), chamamos isto de SANTIFICAÇÃO,
onde cada vez mais nos pareceremos com Jesus Cristo (2Co. 3:18).
Ignoramos
que tudo que fazíamos e tínhamos foi maculado pela a semente do pecado: o nosso
casamento, relacionamento com os filhos parentes e amigos, no trabalho, nas
finanças e etc., portanto, não temos nada de bom, ou seja, temos que semear e
semear para colher com jubilo.
O
cristão sofre e desanima quando esquece esta verdade, ele tem que ser
determinação, forte e corajoso para semear no: seu casamento, relacionamentos,
trabalho e finanças., para no final ter a sua colheita excelente, fruto de um investimento em trabalho aflitivo
e extenuante.
Portanto,
não desanimem, quando ver que o seu casamento nada mudou, e que a relação com
os seus filhos esta piorando, e quando experimentar inúmeras derrotas na sua vida
profissional e financeira.
Deus
esta neste momento te dizendo que o seu
avivamento não será mais nas emoções quando saiu do cativeiro, mas real quando
vier a colher os frutos da sua semeadura com choro, portanto, não desista pois
vocês esta no tempo de arrancar da sua vida tudo aquilo que você semeou com a
semente da destruição do maligno: ira, desrespeito, contenda, adultério,
mentira, roubos, idolatrias, lascívia e etc.,,
Pois será como a árvore
plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas
folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. (Salmos 1:3).
Pr.
Leonardo Theodoro de Aquino










