segunda-feira, 28 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

boletim nº 13 de 13 de outubro de 2013 da Igreja Batista Renovada



Texto para pregação culto do dia 13/10/2013


GRUDE AS SUAS COSTAS NO SENHOR E TENHA UMA VIDA COM ABUNDÂNCIA
Evangelho de João 15: 1-17
Autor: Pastor Leonardo Theodoro de Aquino

Deus tem por prática comum explicar algo importante e complexo de maneira bastante prática e que fixa na nossa mente, tomando por base algo existente no mundo natural, como árvore, plantação, histórias e etc, construindo um paralelismo que era chamado de parábola.

A videira é comumente citada nos dois evangelhos (antigo e o novo), quase sempre para expressar a relação de Deus como o seu povo, a exemplo disto, além do texto base (João 15) podemos mencionar o livro do profeta Isaías no capítulo 5, talvez pelo fato de que dela se tira o suco que está associado à celebração, unidade e doçura, como também a desunião, tristeza e amargura.

Para entender bem a dimensão desta parábola, é importante estudar bem as palavras utilizadas por Jesus. E é também importante observar de perto uma videira ou qualquer planta para ver como cresce e como se dá a unidade entre tronco e ramos, e como o fruto nasce do tronco e dos ramos.

Em (João 15,1-2) Jesus apresenta a comparação da videira. No Antigo Testamento, a imagem da videira apontava o povo de Israel (Is 5,1-2). O povo era como uma videira que Deus plantou com muita ternura nas terras da Palestina (Sl 80,9-12). Mas a videira não corresponde ao que Deus esperava. Em lugar de boa uva produz um fruto azedo que não serve para nada (Is 5,3-4). Jesus é a nova videira, a verdadeira videira. Numa única frase nos ensina a comparação. Afirma: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda!”. A poda é dolorosa, mas é necessária. Purifica a videira, assim cresce e dá mais frutos.

O texto de João descreve claramente a unidade da trindade e o seu trabalho e o nosso enxerto nesta relação apontando o nosso papel, condições e promessas.

Jesus explica e aplica a parábola. Os discípulos são já puros. Já foram podados pela palavra que ouviram de Jesus. Até hoje, Deus realiza a poda em nós através de sua Palavra que nos chega através da Bíblia e através de tantos outros meios. Jesus amplia a parábola e afirma: “Eu sou a videira e vós os ramos!”. Não se trata de duas coisas distintas: de um lado a videira e do outros os ramos. Não! A videira não existe sem os ramos. Nós fazemos parte de Jesus. Jesus é o todo. Para que um ramo possa produzir fruto, deve estar unido à videira. Só assim consegue receber a linfa. "Sem mim nada podeis fazer!" O ramo que não produz fruto é cortado. Seca e pode ser queimado. Não serve para nada, nem para ser lenha!

O Deus Pai claramente figura aquele que tem o controle de todas as coisas, pois é dele todo o cuidado e trabalho para fazer com que a videira produza o seus frutos, pois como agricultor sabe a ora certa de lançar a semente, de aguar a terra com o seu Espírito para que o mistério de fazer romper um grão e transformá-lo numa árvore frondosa, bem como os cuidados para protegê-la e fazer com que produza bastante frutos.

Jesus, o Deus filho, é a videira perfeita, o meio, instrumento o alimento para que nós que somos os ramos venhamos e produzir excelentes frutos cujo suco simboliza a unidade e a celebração na casa do agricultor o Deus pai.

Jesus diz: "Como o Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor!" Insiste em afirmar que devemos permanecer nele e que suas palavras devem continuar em nós. E chega a afirmar: "Se permanecerdes em mim e minha palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado!" Porque o que mais o Pai quer é que nos tornemos discípulos e discípulas de Jesus e, assim produzirmos muitos frutos. (João 15,7-8)

O cristianismo é a única religião que aponta um Deus vivo presente e bem próximo, que mantém um relacionamento de amor com a sua criatura de pai para com um filho que é  amigo de confiança no seu plano de salvação.

Por estes motivos no cristianismo podemos falar de fé quente, morna e fria, pois falamos de um relacionamento, ou seja, vida que se segue cuja intensidade do envolvimento nos coloca numa posição firmada e feliz,  vacilante  e infeliz, morta a espera da poda do Agricultor, pois o ramos só produz fruto se estiver preso em Deus e não nas pessoas ou coisa.

A muitas pessoas dentro das igrejas, vivendo dos frutos da experiência que é o resultado da relação de outras pessoas com Deus, com isto deixando de produzir seus próprios frutos passando a ser ramos estéreis sem vida, portanto, sem nenhuma perspectiva, tornando-os cada vez mais vacilantes e distantes da videira.

Essa situação apresenta graves perigos. Podemos ver em nosso meio o aumento de profetas de todos os tipos, que prometem soluções mágicas, podendo exercer um efeito hipnótico em muitas pessoas que passam a segui-los como se fossem a sua bengala de sustentação, tendo os mesmos como um elo de ligação entre as pessoas e Deus, uma espécie de “santos intercessores”, que só que ao invés de mortos estão vivos em muitos círculos de oração, nas casas quando chamados a resolverem alguma problema espiritual quando a pessoa quer obter uma resposta de Deus.

Lideres espirituais que muitas vezes sem se aperceber se tornam intermediadores entre Deus e os homens, devido a preguiça, fragilidade, medo e dificuldades de alguns de buscar a sua própria experiência com Deus, portanto, passam a viverem da experiência dos outros. Talvez para muitos, um psicoterapia interminável possa ser a solução para a sua incerteza. Temos visto exemplos de líderes espirituais que se tornaram a solução, com resultados traumáticos quando tais pessoas traiam os seus pés de barro.

Thomas More, que viveu numa época de revolução social, cultural e religiosa. Enquanto se encontrava preso devido as suas convicções religiosas, sua filha lhe perguntou se ele havia sido influenciado pelo cardeal John Fisher para recusar-se a fazer um juramento da supremacia de onde reconheceria na Inglaterra a supremacia do rei em questões espirituais, o mesmo respondeu: “para dizer a verdade filha eu nunca pretendi (sendo Deus o meu bom Senhor) pregar a minha alma as costas de outro homem, nem que se  tratasse do melhor dos homens que eu conhecesse, pois não sei para onde ele poderia leva-la. Não a homem vivo algum, do qual em quanto ele viva, eu possa estar seguro”. 

 Não que não possamos confiar nas nossas lideranças, mas temos que saber que são pessoas que tem pés de barro e Jesus se apresentou para nós como a pedra angular a base de sustentação, portanto,  não precisamos de outra coisa, se não nos mantermos preso a Ele, ou seja, a nossa alma grudada nas costas do Senhor, que é o rochedo da nossa salvação (Ssalmo 62: 7  De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.).

 Se não estivermos grudados no Senhor, certamente não desfrutaremos e muitos menos as almas perdidas  da abundância dos frutos da videiras que deveriam estar em nos que somos os  ramos.

 Cumpre aos lideres espirituais a  função de reforçar a fé das pessoa os estimulando a obterem  as sua própria experiência com o Senhor. No mundo moderno, onde a descrença se tornou ou rapidamente se vai tornando a condição natural, os crentes têm duas opções. A primeira de se recolher em lugares fechados de verdadeiros crentes cada vez mais restritos, para reforçar a sua fé um nos outros, ou seja, compartilhando experiências deixando de viverem novos experimentos praticando o amor de Deus. A segunda é ir ao coração do cristianismo. Esse coração é a experiência de fé, esperança e amor de que Jesus é o meu salvador e salvador do mundo e de que eu desejo responder a Ele e este resposta vem do chamado que vem do seu alimento que é a sua palavra; em outras palavras esse coração é oração e a vida baseada na oração e na palavra, ou seja, grudemos as nossas costas no Senhor para que Ele nos conduza (Salmo 23:1-2  O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.).