AMAR É SE RELACIONAR
“Toda a Lei se cumpre numa só palavra, a saber: amarás
ao teu próximo como a ti mesmo.”(Gálatas 5:14)
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se
vos amardes uns aos outros”(João 13:35)
Amar o seu próximo é se relacionar com ele ao ponto de
conhecer e entender as suas necessidades, ou seja, relacionamento é como uma
faca amolando outra faca para atingir o corte perfeito, hora esfrega uma faca
na outra faca e vice versa, no entanto, haverá momentos que faíscas serão
liberadas pela fricção que produz aquecimento, e esta fagulha representa as
divergências comum a toda convivência humana entre dois seres de históricos de
vida singular, no entanto, é certo que esta fagulha nunca chegará a se tornar um fogo
se for temperado pelo Espírito Santo que na escritura sagrada é também
representado pela água que produz o lavar regenerador que , portanto, não
podemos parar de nos atritarmos com medo
de incêndios, pois se assim fazermos nunca atingiremos em nós mesmo e no nosso próximo a lâmina perfeita que seria o amor de Deus aperfeiçoado
em nós pelos relacionamentos. Fugir
disto com a desculpa de não gostar de problemas é correr da possibilidade de
experimentarmos o amor que o Senhor nos deu e confiou para que fosse passado
para o mundo como testemunho da sua existência e do seu Senhorio. Portanto,
vamos apostar no amor, insistindo nos relacionamentos, dando prioridade aos
irmãos da fé.
As pessoas têm deixado de amar, porque tem fugido dos
relacionamentos porque não encontrou a relação perfeita, e a busca desta
perfeição esta dentro de um idealismo, ou seja, tem que ser emocionante
envolvente, leve e com o menor numero de conflitos possíveis, pois o que se
busca é uma fantasia.
Essa atitude fantasiosa tem tomado um grande numero de
cristãos, que vivem na busca do perfeito e por esta razão vivem a cada conflito
extirpando pessoas da sua vida todas as vezes que os conflitos surgem e
buscando novos ou nenhum relacionamento a ponto de se isolarem em seus mundos
onde para se entrar alguém este tem que preencher uma série de requisitos que
barra todos ou quase todos os pretendentes, que faz com que quase nunca viva o
amor de Cristo, e quando vive, está vivendo algo superficial que nunca chegará
a compaixão, essa busca deste perfeito advindo de um produto da nossa sociedade
atual que não aceita o sofrimento, fragilidade e a incerteza, que nada mais é que
o homem insistir naquilo que não lhe cabe o ideal de ter controle de tudo como
se um deus fosse. O amor vivido um pelos outros é um testemunho que Cristo vive
em nós e que pertencemos a Ele.
Autor: Pr. Leonardo Theodoro de Aquino