GRUDE AS SUAS
COSTAS NO SENHOR E TENHA UMA VIDA COM ABUNDÂNCIA
Evangelho
de João 15: 1-17Autor: Pastor Leonardo Theodoro de Aquino
Deus
tem por prática comum explicar algo importante e complexo de maneira bastante
prática e que fixa na nossa mente, tomando por base algo existente no mundo
natural, como árvore, plantação, histórias e etc, construindo um paralelismo
que era chamado de parábola.
A
videira é comumente citada nos dois evangelhos (antigo e o novo), quase sempre
para expressar a relação de Deus como o seu povo, a exemplo disto, além do
texto base (João 15) podemos mencionar o livro do profeta Isaías no capítulo 5,
talvez pelo fato de que dela se tira o suco que está associado à celebração,
unidade e doçura, como também a desunião, tristeza e amargura.
Para
entender bem a dimensão desta parábola, é importante estudar bem as palavras
utilizadas por Jesus. E é também importante observar de perto uma videira ou
qualquer planta para ver como cresce e como se dá a unidade entre tronco e
ramos, e como o fruto nasce do tronco e dos ramos.
Em
(João 15,1-2) Jesus apresenta a comparação da videira. No Antigo Testamento, a
imagem da videira apontava o povo de Israel (Is 5,1-2). O povo era como uma
videira que Deus plantou com muita ternura nas terras da Palestina (Sl
80,9-12). Mas a videira não corresponde ao que Deus esperava. Em lugar de boa
uva produz um fruto azedo que não serve para nada (Is 5,3-4). Jesus é a nova
videira, a verdadeira videira. Numa única frase nos ensina a comparação.
Afirma: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em
mim não dá fruto, ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que
dê mais fruto ainda!”. A poda é dolorosa, mas é necessária. Purifica a videira,
assim cresce e dá mais frutos.
O texto de João descreve claramente a unidade da trindade e o seu trabalho e o nosso enxerto nesta relação apontando o nosso papel, condições e promessas.
Jesus
explica e aplica a parábola. Os discípulos são já puros. Já foram podados pela
palavra que ouviram de Jesus. Até hoje, Deus realiza a poda em nós através de
sua Palavra que nos chega através da Bíblia e através de tantos outros meios.
Jesus amplia a parábola e afirma: “Eu sou a videira e vós os ramos!”. Não se
trata de duas coisas distintas: de um lado a videira e do outros os ramos. Não!
A videira não existe sem os ramos. Nós fazemos parte de Jesus. Jesus é o todo.
Para que um ramo possa produzir fruto, deve estar unido à videira. Só assim
consegue receber a linfa. "Sem mim nada podeis fazer!" O ramo que não
produz fruto é cortado. Seca e pode ser queimado. Não serve para nada, nem para
ser lenha!
O
Deus Pai claramente figura aquele que tem o controle de todas as coisas, pois é
dele todo o cuidado e trabalho para fazer com que a videira produza o seus
frutos, pois como agricultor sabe a ora certa de lançar a semente, de aguar a
terra com o seu Espírito para que o mistério de fazer romper um grão e
transformá-lo numa árvore frondosa, bem como os cuidados para protegê-la e
fazer com que produza bastante frutos.
Jesus,
o Deus filho, é a videira perfeita, o meio, instrumento o alimento para que nós
que somos os ramos venhamos e produzir excelentes frutos cujo suco simboliza a unidade
e a celebração na casa do agricultor o Deus pai.
Jesus
diz: "Como o Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu
amor!" Insiste em afirmar que devemos permanecer nele e que suas palavras
devem continuar em nós. E chega a afirmar: "Se permanecerdes em mim e
minha palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado!"
Porque o que mais o Pai quer é que nos tornemos discípulos e discípulas de
Jesus e, assim produzirmos muitos frutos. (João 15,7-8)
O
cristianismo é a única religião que aponta um Deus vivo presente e bem próximo,
que mantém um relacionamento de amor com a sua criatura de pai para com um
filho que é amigo de confiança no seu
plano de salvação.
Por
estes motivos no cristianismo podemos falar de fé quente, morna e fria, pois
falamos de um relacionamento, ou seja, vida que se segue cuja intensidade do
envolvimento nos coloca numa posição firmada e feliz, vacilante e infeliz, morta a espera da poda do
Agricultor, pois o ramos só produz fruto se estiver preso em Deus e não nas
pessoas ou coisa.
A
muitas pessoas dentro das igrejas, vivendo dos frutos da experiência que é o
resultado da relação de outras pessoas com Deus, com isto deixando de produzir seus
próprios frutos passando a ser ramos estéreis sem vida, portanto, sem nenhuma
perspectiva, tornando-os cada vez mais vacilantes e distantes da videira.
Essa situação apresenta graves perigos. Podemos ver em nosso meio o aumento de profetas de todos os tipos, que prometem soluções mágicas, podendo exercer um efeito hipnótico em muitas pessoas que passam a segui-los como se fossem a sua bengala de sustentação, tendo os mesmos como um elo de ligação entre as pessoas e Deus, uma espécie de “santos intercessores”, que só que ao invés de mortos estão vivos em muitos círculos de oração, nas casas quando chamados a resolverem alguma problema espiritual quando a pessoa quer obter uma resposta de Deus.
Lideres
espirituais que muitas vezes sem se aperceber se tornam intermediadores entre
Deus e os homens, devido a preguiça, fragilidade, medo e dificuldades de alguns
de buscar a sua própria experiência com Deus, portanto, passam a viverem da
experiência dos outros. Talvez para muitos, um psicoterapia interminável possa
ser a solução para a sua incerteza. Temos visto exemplos de líderes espirituais
que se tornaram a solução, com resultados traumáticos quando tais pessoas
traiam os seus pés de barro.
Thomas
More, que viveu numa época de revolução social, cultural e religiosa. Enquanto
se encontrava preso devido as suas convicções religiosas, sua filha lhe
perguntou se ele havia sido influenciado pelo cardeal John Fisher para recusar-se
a fazer um juramento da supremacia de onde reconheceria na Inglaterra a
supremacia do rei em questões espirituais, o mesmo respondeu: “para
dizer a verdade filha eu nunca pretendi (sendo Deus o meu bom Senhor) pregar a
minha alma as costas de outro homem, nem que se
tratasse do melhor dos homens que eu conhecesse, pois não sei para onde
ele poderia leva-la. Não a homem vivo algum, do qual em quanto ele viva, eu
possa estar seguro”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário